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As inteligências múltiplas e os jogos de tabuleiro

O psicólogo cognitivo e educacional estadunidense, Howard Gardner, ficou conhecido mundo a fora em função da sua teoria das inteligências múltiplas. Na teoria de Gardner, existem 9 tipos de inteligência e uma pessoa pode ter melhor e pior desempenho em cada uma delas, de forma separada.

Na teoria das inteligências múltiplas, Howard e sua equipe da Universidade de Harvard propuseram 9 “campos” das habilidades cognitivas humanas que não são interdependentes, ou seja, uma pessoa pode ter desempenho diferente em cada uma das inteligências. Se uma pessoa tem aptidão quase natural para a música, não necessariamente terá a mesma facilidade com problemas lógico-matemáticos.

Sendo assim, baseado na teoria de Gardner, é possível trabalhar separadamente de forma a desenvolver cada uma das habilidades cognitivas dos seres humanos e é aqui que entram os jogos de tabuleiro.

Presentes na história humana há alguns milênios, os jogos são atividades lúdicas que, de forma natural e divertida, podem ajudar a desenvolver as habilidades cognitivas humanas. Cada jogo pode cumprir um papel nisso. Por isso, mesmo que um jogo seja “meramente entretenimento”, ele acaba por cumprir papel de desenvolvimento cognitivo, mesmo para os adultos.

A tabela abaixo classifica melhor as Inteligências Múltiplas:

De uma forma geral, cada jogo trabalha 3, 4 habilidades cognitivas diferentes e trazem um enorme benefício para pessoas de todas as idades. Portanto, jogar, além de muito divertido, também pode ser muito importante para o desenvolvimento cognitivo.

Para se entender melhor como cada jogo trabalha diversas inteligências e contribui bastante para o desenvolvimento, mesmo de adultos, a análise de um jogo bastante popular pode exemplificar a riqueza do “jogar” no desenvolvimento cognitivo. A referência será o popular Truco.

Em uma partida de truco, um jogador usa de diversas habilidades cognitivas, citando cada uma delas:

Interpessoal
Ao analisar, compreender e escolher pelo melhor e o pior momento para usar o blefe como um instrumento do jogo, o jogador lança mão de observação e busca entender o comportamento do outro.

Lógico-matemática
Contar cartas e calcular probabilidades de vitória e/ou derrota baseando-se nessa contagem e no conhecimento prévio do baralho (conjunto de possibilidades) exercita as habilidades lógico-matemáticas do jogador.

Linguística
No Truco, tudo o que queremos é que nosso parceiro de mesa saiba o que temos na mão, enquanto nossos adversários não fazem ideia, para isso, desenvolvemos, naturalmente, maneiras diferentes de nos comunicarmos com o outro.

Além disso, também temos que escolher a melhor forma de passar a mensagem que queremos aos adversários na hora de blefar.

Cada jogo vai usar mais ou menos desta ou daquela inteligências, porém, é um fato que os jogos são fontes de diversão e, como ficou claro, desenvolvimento. Desenvolva-se jogando.

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