GaaS

GaaS – Game as a Service | Como o mercado de jogos de tabuleiro está mudando por causa dos serviços

Quem acompanha de perto o mundo da tecnologia e da inovação, já deve ter se deparado com a sigla SaaS. SaaS significa Software as a Service, ou, em bom português, Software como um Serviço.

Existe uma forte tendência, no mundo da tecnologia, de resolver problemas do dia a dia das pessoas com softwares que unem pontas. Uber e afins unem motoristas a passageiros, iFood e outros apps do tipo unem restaurantes a pessoas com fome. As empresas de bens de consumo têm se atentado a isso cada vez mais. Gigantes como a Natura investem milhões de reais em empresas inovadoras que inovam nos serviços dentro do seu segmento.

Mas o que isso tem a ver com jogos?

Nos últimos dois anos, o mercado de jogos de tabuleiro tem vivido um movimento interessante com o surgimento crescente de ludorias, bares de jogos e lojas com espaço para jogar. É cada vez mais comum ver um público novo, de fora do nicho, frequentando estes ambientes.

Os jogos de tabuleiro estão ganhando mais e mais jogadores frequentes. Pessoas que têm – ou estão criando – a cultura de jogar entre amigos ou em família.

Mas se já haviam locais onde era possível jogar, já havia a disponibilidade dos jogos, porque este movimento tem sido mais percebido recentemente?

E a resposta é o SERVIÇO.

Quando compramos um produto, não compramos exatamente O produto. Nós estamos comprando um benefício. Todo e qualquer produto que compramos nos entrega benefícios que têm a função de resolver algum ou alguns de nossos problemas.

Um jogo não é diferente. Compramos um jogo por causa dos benefícios que ele nos entrega. Passar o tempo, divertir, nos desafiar intelectual, ou pelo desafio cognitivo, a capacidade de reunir amigos e viver bons momentos, um meio para se criar laços mais profundos e memórias eternas… são vários benefícios possíveis.

No entanto, ao mesmo tempo que te entrega isso, um jogo novo também te entrega um novo problema: um sistema novo de regras

Sim, essa é uma das maiores barreiras dos jogos de tabuleiro: regras. Muitas vezes nos perguntamos porquê as pessoas ainda jogam WAR, UNO e Banco Imobiliário. Em diversos momentos a resposta é simples: é o que elas já conhecem.

Neste espaço entre jogos antigos com experiências não tão incríveis, mas que o público já está familiarizado e jogos modernos com experiências impactantes, mas com a barreira invisível das regras, surgem os serviços associados a jogos de tabuleiro, quem pensam no GaaS – o jogo como um serviço.

Os novos modelos de negócio associados a jogos, para terem sucesso, focam parte de seu atendimento em quebrar esta barreira.

Neles, o explicador de regras ganha um espaço importante no planejamento do negócio e de toda a jornada do cliente lá dentro. Para visitar um local desses, um cliente não precisa de nada além da vontade de se divertir com outras pessoas. 

Lá dentro, pessoas treinadas sabem explicar diversos jogos do acervo e o cliente pode viver toda a emoção de jogar jogos de tabuleiro, sem ter que passar pela barreira das regras.

É claro, existem diversos outros benefícios que um espaço como esses pode entregar. O acervo de jogos é um deles. Ter acesso a jogos sem comprá-los “no escuro”, sem informações, é um grande benefício também, mas nada é mais importante para o novo jogador do que aprender um jogo sem ter que dedicar muito tempo e esforço naquilo.

Lojas físicas também podem e devem se beneficiar muito dessa oportunidade. Elas não são apenas lugares para se comprar jogos, podem ser muito mais. Entender e resolver os problemas que afastam seu público da compra de novos jogos ou que te afasta de um novo público pode ser a diferença entre ter sucesso ou não.

Entender o que um jogo pretende entregar para o seu público e demolir as barreiras que existem no caminho é a forma mais relevante de se criar valor para o seu cliente. O cliente é o seu foco. Sempre.

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