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Os jogos e brincadeiras de criança na preparação da vida adulta

“Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão”
Milton Nascimento

Os versos de Fernando Brant, cantados por Milton Nascimento na canção “Bola de meia, bola de gude” nos lembram a importância dos valores que a infância nos deixa e como é necessário manter presentes os aprendizados que vivemos nessa época tão sublime e que se torna bagagem necessária para uma vida adulta saudável, com representações marcadas e vivenciadas quando crianças, mas que percorrem uma vida inteira conosco.

É por meio de atividades lúdicas que, quando crianças, aprendemos a conhecer, interagir com as emoções, com os sentimentos que nos esperam no futuro. Desenvolvemos habilidades sociais como o espírito de liderança, habilidades artísticas, entre tantas outras. Afinal, “quem não sonhou em ser um jogador de futebol”?. É nessa relação simbólica entre o real e o faz de conta que se desenvolve a personalidade, que se afirmam valores, que se internalizam processos que ajudarão a estabelecer no percorrer da vida, relações conscientes com a família, amigos, com a sociedade e até mesmo que direcionará para uma carreira a seguir no mercado de trabalho.

A fase dos jogos e brincadeiras ultrapassa a mera diversão. É um estágio importante do crescimento da pessoa como um individuo pertencente a algum lugar. E precisa ser acompanhado com atenção, carinho, interesse e amor pelos pais. Quanto mais tempo eles passarem brincando com as crianças, mais presença compartilham entre eles e mais aprendizado adquirem juntos.

Brincar na infância, participar de jogos, vivenciar de seu universo simbólico e imaginário é percorrer o caminho da compreensão e dar as mãos para a construção do futuro. Essa deve ser uma atividade prazerosa, rotineira. É uma parte fundamental na educação emocional. Ajudar a pensar, ajudar a criar, ajudar a conviver, a experimentar, aprender os limites, saber que para alcançar objetivos é preciso esforço. E que também haverá um encontro inevitável com as frustrações, com a raiva e com sentimentos não tão agradáveis, mas que também fazem parte de qualquer desenvolvimento pessoal e subjetivo. 

Quanto mais desenvolvidos esses aspectos na infância, maior autonomia e inteligência emocional se terá na fase adulta, uma vez que o indivíduo aprende brincando e leva consigo tais aprendizados para a vida adulta. Assim, as brincadeiras são na verdade, uma prevenção natural contra diversos males da adolescência e da vida adulta.

Portanto, usem e abusem das brincadeiras, dos jogos, do lúdico em qualquer fase da vida, “chame os amigos, a mamãe, a vovó, chame todo mundo quanto mais é melhor, ninguém vai ficar de fora, o jogo começa agora” (Dig Dig Joy – Sandy e Junior).

Ana Luísa Bolívar do Monte Malachias
Psicóloga Clínica
CRP 04/36142

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